BOAS FÉRIAS!
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Portanto, dias atrás estive a ler algumas publicações feitas aqui no blogue e, cheguei à conclusão de que já era preciso algo em que eu exprimisse a minha opinião. Afinal, os blogues são para isso mesmo.
Ora, este texto constrói-se na base de toda a admiração que tem sido feita a Kendall Jenner e toda a sua carreira de modelo - e de todo o buzz do "I love Kendall" que se prolifera todos os dias nas redes sociais.
Ora, este texto constrói-se na base de toda a admiração que tem sido feita a Kendall Jenner e toda a sua carreira de modelo - e de todo o buzz do "I love Kendall" que se prolifera todos os dias nas redes sociais.
1º - É uma Kardashian.
Pode parecer hipócrita "julgar" uma pessoa com base do sistema social em que este se insere, mas faz todo o sentido neste caso. A Kim ficou famosa pela sex tape e quando demos por ela, já existia mais do que um rabo famoso a andar em louboutin. Sim, as Kardashians girls são como as moscas: andam sempre aí e multiplicam-se.Não me venham com "ai que ela lutou tanto para lá chegar" porque... não. A única pessoa que trabalhou por ela foi todo o enredo da família. Capital social é tudo, dont forget. Faz muito sentido, só agora se ter desenvolvido esta carreira à pressão porque sejamos honestos: apenas a Kendall cumpre os requisitos para uma profissão como modelo de catwalk e fotográfico.
2º - Girl Next Door
Peço imensa desculpa aos lesados, mas não é por o Marc Jacobs (seguindo-se de outros designers) ter escolhido esta Jenner para desfilar em Couture que me vou apaixonar por ela. Talento? Vai tendo.
O nome dela girou o mundo, a razão? Kardashians. A publicidade feita à volta deste miúda foi ridiculamente elevada e isso, levou a que o seu "talento" fosse convertido numa opinião geral em massa. Não, não é por a Kim Kardashian achar que a irmã é uma natural supermodel que vou achar o mesmo. (O kayne também disse que conseguia por a Kim a ser a próxima Beyoncé mas entretanto só vi mesmo os flops que a esposa do Yeezus cometeu em quase todos os dias que pôs os pés fora de casa). Gosto da Kendall por sentir que ela é super girl next door, mas odeio ver o partido que está a tomar.
3º - Personalidade?
Não é ao acaso que todos conhecem a Naomi campbell, Tyra Banks ou mesmo Cara Delevingne. Elas têm personalidade forte e deixam isso bem claro. Ora vejamos, a miss Jenner, lembrou-se que ia ser modelo e por consequência decidiu tentar (fiquemos pelo tentar) ser trendsetter . O resultado foi este:
Adoro a argola. Adoro do fundo do meu coração. Apenas tenho pena que tenha sido a Kendall a usar. Isto para mim é pose de menina que quer ficar bem quando na verdade, nem uma argola no nariz consegue sustentar. Gosto quando vejo alguém usar algo diferente mas faz com que o objecto faça parte dessa pessoa. Infelizmente, o único pensamento que me vai na cabeça é: "O que é que ela tem ali espetado?".
Tiago Miguel Andrade
Sim, sabemos bem que todas as celebridades têm os lugares que quiserem, em todos os desfiles de todas as semanas de moda. Sabemos também que o lugar, na front row (ou primeira fila, como quiserem) é um dado adquirido, daí estarmos tão atentos ás fotos do tumblr (e não só) das front rows das casas de moda internacionais para só chegar à básica informação que a Rihanna ficou perto da Lupita e que mostraram ser amigas (quando nunca dirigiram a palavra uma à outra).
Assim, se és daquelas pessoas que quer aparecer nas fotos: esta publicação é para ti! - E de repente isto torna-se um autêntico anúncio publicitário.... mas não, não estou a ser pago por isto.
Os preços são variados, mas têm uma particularidade em comum: é só para ricos. Ora muito bem, vejamos o ponto da situação: lugar na primeira fila para Miu Miu por 70.600 euros. Mais, o pacote para Milão (que incluí front row em Fendi, Prada e Giorgio Armani) é feito por licitação, que tem como base os 18.600 euros. E, para finalizar, se quiser sentir o poder de um joguinho à lá licitação, pode concorrer também ao primeiro olhar em Miu Miu, com base em 7500 euros.
Pode parecer ridículo, mas é a medida que Portugal está a precisar mas não pode aplicar. Isto porque, o dinheiro angariado destas "compras de posição" é todo entregue ao Watermill Centre em Nova Iorque, que o aplica no financiamento do seu programa de arte.

A minha posição quanto a isto não podia ser mais visível: Apoio totalmente visto que, nos últimos anos (optando eu por uma escala larga) os primeiros lugares vieram cada vez mais, a ser destinados a iscos comerciais, ou seja, celebridades que eram os manda chuva na moda das massas. Ao menos, é vendido a pessoas que estão a investir em algo por isso, parte-se do princípio que sejam eloquentes o suficiente para sentar o rabo na fila real.
Não, em Portugal isto não se pode aplicar. Primeiro porque, o pouco dinheiro que há, não é concentrado no desenvolvimento de novas formas de recursos artísticos e culturais - muito pela contrario. E depois porque, as primeiras filas em muitas ocasiões são ocupadas por socialites (cada vez mais) que não sabem distinguir a estética de Hugo Costa do conceptualismo de KLAR. Torna-se difícil seguir um rumo positivo sem ter as pessoas certas nos lugares certos porque, no final, quem vai tratar da informação são os jornalistas, os buyers, os stylists - todos que trabalham na área. Sejamos racionais pelo menos uma vez na vida, e deixemos de corromper uma indústria que pode andar mas nós simplesmente escolhemos não o fazer. Olhos abertos, enquanto é tempo!
Tiago Miguel Andrade
Esta semana queremos festa. Muita festa! Milhões de Festa!! E para assinalar a presença do The Redeye nesse mesmo festival em Barcelos, a música da semana é "Release!" dos britânicos Melt Yourself Down que fazem parte do cartaz. O post musical extenso deste mês sairá para a semana e será precisamente sobre o Milhões de Festa 2014. Porque afinal, "quem quer festa, sua-lhe a testa!" E nós vamos suar bem!
Luísa França
Com um pouco (prefiro pensar assim) de atraso mas sempre dentro da oportunidade, eis surge um dos meus TOP3 das marcas que merecem destaque, da apresentação de todas as colecções de menswear de Paris, Londres e Milão. Como não poderia deixar de ser, pedi à nossa Naomi Campbell que ficasse a cargo do julgamento final. Ora então, siga!
ALEXANDER MCQUEEN
A colecção para mim, resumiu-se a: casacos oversize. Este momento era uma daquelas alturas em que dá vontade de ter este mundo e próximo só para andar com um Oversize Mcqueen 2.0. Grafismos e ilusões para dar e vender - por mim tá comprado. A nossa Naomi.... nem fala. Benze-te rapariga.

MOSCHINO
Ok Jeremy, usar uma temática como a globalização já foi suficiente uma vez. A última e primeira vez que aconteceu - chegou. Agora apenas parece que a Coca-Cola contratou a Moschino para fazer uma remodelação das fardas - apesar de serem boas fardas. Adorei a nossas raparigas - Sara Sampaio e Maria Borges, a representar duas agências portuguesas: Central Models e We Are Models, respectivamente. Foi abrangente em termos de conceito porque se virmos, temos várias temáticas a acontecer ao mesmo tempo, por isso, com tempo vejo o que penso. O melhor? As rastas. E ninguém pode discordar.

GIVENCHY
Tisci... sabes tão bem. Uma casa como a Givenchy não podia apostar o mesmo outra vez, e por "mesmo" refiro - mambis mutantes, mensagens de cariz religioso e rottweilers. Desta vez, o que assombrou a passerele foi a clara inspiração, ainda mais pronunciada, do sportswear e de uma certa rigidez, que fora "esquecida" nas últimas apresentações. Fardas, no seu total, mas de cortes diferenciados. Prints dentro dos neutros. Uma coisa é certa - todos vamos querer ser vacas por uns bons tempos (toda a gente sabe que o print relembra as adoráveis vacas, as verdadeiras). E é isto que acontece quando um designer não tenta seguir o sucesso anterior, mas tenta cria-lo de formas diferentes, dando a possibilidade da marca se expandir em muitas outras direcções. (Na verdade, ainda tenho os olhos a brilhar com a colecção toda).
Quanto à nossa special guest nesta publicação, ela concorda. Ambos estamos contentes por o Ricardo Tisci ter tido esta brilhante colecção.

E a vossa opinião?
Tiago Miguel Andrade
Foto: Style.com
Foi a 12 de Fevereiro de 1947 que o designer, "Christian Dior", apresentou o seu primeiro desfile. Não podemos comparar anos desses, com a actualidade, visto que o crescente número de lançamento de designers contemporâneos leva a que muitos outros sejam esquecidos ou simplesmente, haja lacuna de informação. O mais importante aqui é concluir, que décadas atrás, os olhos estavam postos no designer que mais tarde, se apelidou de "The New Look". Isto porque, tinha uma visão bastante clara do que a mulher deveria representar para a sociedade. Assim, jornalistas apelidaram de esta Maison, a casa do Novo Look. Claro está, que tudo faz mais sentido quando abordamos esta temática tendo em conta a situação espacial e temporal , ou seja, o período de pós-guerra. Era iminente a aura de luxo que as criações emanavam mas também a construção de uma mulher moldada com o pensamento de: " Haverão melhores dias". Situou-se num espaço intermédio entre a ascensão de um designer com um próprio factor social, que, segundo muitos pode ser a razão de ter sido tão bem aceite, na época - pelo menos, segundo a minha pessoa.
Após vários nomes terem passado pela direcção criativa, nomeadamente - Christian Dior, Yves Saint Laurent, Marc Bohan, Gianfranco Ferré, John Galliano, Bill Gaytten - é agora a Raf Simons que o trono pertence e por isso, analisemos segundo este prisma. Confesso que fiquei curioso quando surgiram as primeiras notícias sobre a entrada do "Jil Sander Guy" numa marca como a Dior porque era novo, e todos sabemos o quão emblemático foi o reinado de Galliano. Anos depois, e após termos uma Jennifer Lawrence a fazer campanha em plena cerimónia de Óscars, concluímos que estamos, novamente numa geração de "New Look". Isto porque, das 8 partes em que o desfile de Fall/Winter Couture 2014 se divide, são transpostas várias figuras emblemáticas, do sexo feminino, que surgem como um reforço do "Who run the World? Girls" (afinal a Beyoncé estava certa). Destas, destaque para o recorrer a uma caracterização de Maria Antonieta, mudando logo, para os volumes característicos do século XX. Não foi só um desfile, mas sim história carregada de uma aura francesa incrível, aura essa que corresponde ao legado que o próprio País deixa na história das revoluções (por exemplo, a revolução francesa). Ecléctico seria pouco porque, o que aqui é representado, na verdade, trata-se de explanação - quanto mais não seja, explanação de conceitos que já foram abordados pela Dior.
Foto: Style.com
As linhas são claras, os cortes são definidos e o cair das peças acaba por redefinir o estilo francês que as mulheres começaram a trocar, pela abundante escolha na América. Sei que, tempos atrás, Raf Simons afirmou que era difícil encontrar uma mulher na rua e a definir como "Mulher Dior". E realmente o é. Mas Raf trouxe a esta casa, o que à muito era necessário: consistência. Esse factor, poderá fazer com que certas produções , sejam o clássico renovado e o Dior contemporâneo. Há que saber gerir o legado, e por isso, novos tempos...novas adaptações.
Prova disso, está no facto de que durante o desfile as modelos não só desfilam como circulam na passerele vezes sem conta para fornecer aos peritos, a visão alargada da peça em todas as perspectivas - realce, desde já ,para este aspecto.
Como senão bastasse, além de uma óptima colecção criada em volta de uma história feminina de desenvolvimento de género, Raf, faz agora um statement que já o havia ter feito: Couture não é só para ocasiões próprias. Neste sentido, transpôs todo o glamour que existe à volta da alta costura francesa e criou linhas que se adaptam muito facilmente ao ready-to-wear da própria marca. Na minha opinião, isto é uma forma de dar fornecer à mulher uma nova arma no seu dia-a-dia: confiança. Quanto ás cores, o manual de instruções manda seguir as cores neutras e vários tons de rosa e vermelho que, a meu ver, fazem destaque para o aspecto do feminismo - bom saber que as tendências para o próximo Outono/Inverno não se ficarão apenas pelas típicas cores da estação. A Dior não só renasceu como inovou, sendo assim, esperemos os próximos passos.
Tiago Miguel Andrade

O verão parece que finalmente chegou mesmo para ficar. E para acompanhar essa felicidade, a música da semana é um remix de "Happy" produzido pelo francês NEUS, com original de Pharrell Williams. Só falta a o pôr do sol e a Super Bock...
Luísa França

Não podemos dizer que o Fest2014 seja o evento mais falado do momento mas podemos inferir que o devia ser. Pela primeira vez, o The Redeye esteve numa incrível mescla populacional de indivíduos que partilham de um mesmo gosto: o cinema.
Assim, localiza-se Espinho como o centro cultural do cinema, durante os passados dias 24 a 30 de Junho e juntam-se mais de 400 participantes no evento "de maior dimensão internacional"- palavras do director de todo o festival.
Pondo de parte todo o tipo de fenómenos sociais ligados à inter-relação dos participantes, deve ser referido que, existiram aproximadamente 70 filmes, oriundos de 31 Países, em competição. Sendo assim, mais importante será, depreender que toda esta selecção, advém de um júri que selecciona os melhores dentro das 4000 candidaturas, realizadas na presente edição. É, com certeza, um evento com maior afluência internacional, que propriamente portuguesa sendo que talvez seja esta a receita ideal para transpormos os limites de fronteiras entre Continentes, promovendo a troca de conhecimento e a própria realização de uma ética cinematográfica inconfundível, face ao que por lá fora (e cá dentro), de melhor se faz. No final de cada dia, todos têm direito a uma after party aonde as rupturas linguísticas tendem a desaparecer facilmente, realizando-se assim, o verdadeiro fenómeno multi.cultural, mas acima de tudo, social.
Uma das mais valias deste evento, é sem dúvida o training ground e o pitching fórum. Isto porque, para além da exibição de um incrível leque de filmes, os participantes têm a oportunidade de estar em contactos com nomes de peso como Michael Katz (Produtor do filme, "Amour") e Mark Webber.
Foto: Just Shared
A edição deste ano, iniciou com a exibição de um filme independente a cargo de Mark Webber e Teresa Palmer. Os mesmos tiveram presentes por terras lusas, sendo interlocutores em duas masterclasses organizadas pelo festival. Estivemos presentes numa delas, sendo que seria o produtor e actor o principal, orador. Falou para todos, na primeira pessoa, sem taras nem manias. Abordou como foi produzir os seus 3 filmes independentes, e em como trabalhar com profissionais como Woody Allen o fez tomar a sua própria iniciativa sobre a criação artística individual.
O mais engraçado, e potencialmente, umas das qualidades deste festival, é o facto de várias pessoas com o seu mérito internacional entrarem em contacto com simples realizadores que ainda estudam ou que simplesmente não têm meios de produção nem forças produtivas para alcançar o sucesso, sendo que a lição advém de parte a parte. Por isso, e com o intuito de forneceser isso a todos que nos lêm, ou que simplesmente não puderam participar no festival, deixamos aqui os mandamentos que, Mark Webber, aconselhou seguir para que o resultado final daquilo que fazemos, corresponda à translúcida verdade do empenho pessoal e realização profissional:
Poderíamos ficar horas a escrever sobre o que se interioriza num festival como o Fest, mas apenas lançamos o isco para o ano ver quantos peixes o morderam. Lembrem-se, na dúvida, consultem o regulamento que vos está a ser fornecido vindo de Mark Webber - a vida começa agora e lá fora ... existe um mundo que nenhum de nós conhece.
Tiago Miguel Andrade
A palavra Lazaretto (ou lazareto) é um termo que pouco diz à sociedade de hoje em dia - define-se no dicionário como um hospital para leprosos onde os doentes estavam de quarentena. E Jack White não escolheu esse nome em vão para o seu mais recente trabalho. Desde os White Stripes (a sua antiga formação) que Jack tem procurado construir uma identidade própria, dividindo-se entre o passado e o presente. “Lazaretto”, o seu segundo album a solo, mostra-nos a sua visão muito própria do rock, que delicia o ouvido de qualquer simpatizante de White e só nos faz querer viajar mais e mais pelo seu mundo.
O ponto de partida é “Three Women”, que tem como ingrediente
principal uma linha de baixo no ponto, com a guitarra, as teclas, a bateria e a
letra a guarnecer da melhor maneira, capaz de colar logo na cabeça do ouvinte o
“Lordy Lord!” do refrão. Isto, como já é hábito, sem nunca se esquecer de
condimentar tudo com ironia q.b., bem evidente em todo o
álbum. Segue-se “Lazaretto”, música que dá o nome ao álbum e primeiro single do
mesmo. Um funky-rock dançável, com guitarras aguçadas e um solo de violino que
não podia cair melhor, a mostrar a facilidade que White tem nos ritmos mais
groovy. As faixas 3 e 6, “Temporary Ground” e “Just One Drink” respectivamente,
mostram-nos o seu lado mais country: a primeira mais romântica e a segunda a deixar-nos
vontade de abrir as portas do saloon e pedir um whiskey puro. Entre essas duas,
“Would You Fight For My Love” traz-nos todo o dramatismo e teatralidade do rock
de White e o peso épico do experimentalismo em “High Ball Stepper” não é para
os ouvidos dos mais fracos. Ambas com guitarras distorcidas de levar as mãos à
cabeça e vocais heróicos que dão vontade de encher os pulmões e cantar até
ficar sem ar, estas duas músicas fazem, na minha opinião, o ponto alto do
álbum. “Alone In My Home” traz-nos uma música enganosamente alegre e viva
(apercebemo-nos que esse não é o sentimento ao ouvir a letra), e logo a seguir
“Entitlement”, sofrida e melancólica, momento em que nos põe a pensar “Oh Jack,
vai lá curar essa depressão…”. Mas a verdade é que com esta antes, a música que
vem a seguir resulta ainda melhor: “That Black Bat Licorice” torna a trazer-nos
um funk muito bem “arockalhado” e a pôr-nos o corpo a dançar. A seguir, White
mostra mais uma vez a beleza das composições em “I Think I Found The Culprit”,
digna de ser fazer parte de uma banda sonora de um western moderno. “Want and
Able” é última música do álbum, curtinha, muito simples e até banal. É Jack a
acenar de longe, só para terminar a ser simpático.
Inventivo, versátil e
humoristicamente sombrio. “Lazaretto” preenche-nos com a verdadeira essência de
Jack White deixa-nos fascinados com a sua persona e todo o trabalho e empenho
gigantes. Ele sabe quem é e sabe bem o que nós queremos.
Luísa França
Ninguém pode dizer que ficou surpreendido com a escolha de Rihanna nestes CFDA Awards. A escolha de uma ousadia consistente, após a exploração do guetto gospel na entrega dos prémios de iHeart Radio, é de facto, algo que se deva levar em conta na evolução do estilo desta fashion killa.
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| Eventos Anteriores e respectivas escolhas |
A artista já nos tinha dado um pequeno "cheiro" do que se avizinhava. Basta lembrar o vestido de pós-MET BALL em que nos é dada uma alusão ao rabo de Rihanna. Deste modo, ganha um "Fashion Iconic Award" que, fazendo alusão ao cinema, tornam-se os Òscars da indústria da moda. O autor deste vestido com 216.000 mil cristais Swarosvski é Adam Selman e promete dar que falar nos próximos tempos.
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| Rihanna, esta segunda feira em Adam Selman nos CFDA Awards |
O nome por detrás de todo o estilo de Rihanna é Mel Ottenber, seu personal stylist. Gosto de ver alguém arriscar na ousadia sem nunca ser demasiado ousado. Acho que o que me faz querer sempre ver mais do estilo de Rihanna, é a forma como a roupa complementa a sua personalidade. Mesmo coberta da cabeça aos pés por cristais que denunciam a nudez do vestido que usa, nunca deixo de ver uma mulher que personifica a inter-relação entre a indústria musical e a da moda.
Tiago Miguel Andrade
25 de Abril e a revolução já batia os seus longos anos de comemoração na capital. Foi exactamente esta data escolhida para reunir uma equipa jovem de entusiastas nas artes. Sim, falo do encontro entre o The Redeye e o elenco da peça "Amantes de fresco".
Sabíamos tanto como vocês - que nos lêem - quando nos encontramos com eles. Na verdade estávamos empolgados com o encontro exactamente por isso: parece ser tudo dito mas nada no fundo o é.
Centro de Lisboa, calor soberbo de verão uma esplanada no lounge PARK. Tinha de ser ali e nunca fora.
A minha excitação verificou-se logo na minha primeira questão, essencialmente assentava em problematizar o facto do significado da peça, para o público. - "Representa as pessoas rirem, é passado no
momento, fala do amor, relações extra-conjugais, de uma forma caricaturada." - Diz-nos Filipe Salgueiro.
Engraçado que posso-vos assegurar que durante aquelas horas em que estivemos juntos não houve um único segundo em que não estivesse alguém a sorrir. Nisto, ouvi um grande: "A peça é baseada na minha e na tua vida!” e era novamente Filipe Salgueiro quem falava. Dizia que existia uma relação de proximidade desejada entre os actores e todo o espectro populacional da peça.
Concluímos, portanto, que a peça seria à volta de um casal (Carlos Xavier e Jéssica) que mesmo estando numa relação. apresentam relações extra-conjugais das quais não querem destruir. Claro está, que tudo é uma representação da contemporaneidade mas sem o estatuto moralista comuns a este tipo teatral.
Não só ficamos impressionados por toda esta representação do "amor" como de boca a aberta quando Mafalda Marafusta nos diz que cada actor terá dois papéis durante a peça. Ficamos um pouco confusos mas logo nos esclareceu que seria uma forma de comprovar e explorar a versatilidade de todo o elenco. Mafalda dará vida a Sónia e Verónika, duas personagens antagónicas. Poderia escrever um excerto da pequena definição de cada personagem mas, acreditem, vocês vão querer ver a peça e descobrir por vocês o que esta actriz tem para vos dar.
Não obstante, tentamos manter um ritmo acelerado na entrevista para ter o maior numero de informação possível para vos fornecer sendo que Rodrigo Gaspar (Vasco Lioso e alguém que vocês vão ter de descobrir) acaba por nos elucidar dizendo entre risos "vão existir convidados sempre com peças diferentes, ou seja , um lego que se encaixará em cada peça". - De facto, não poderíamos querer mais para ficarmos com a curiosidade de a ver.
Vimos na cara de Soraya Lopes (Verónica e Daisy na peça) que concordava com tudo o que estava a ser dito até que do mar de palavras que estava a ser trocado declara: "Todas as formas de amor são possíveis". De facto, além do amor que se via claramente partilhado entre este rico elenco, era possível verificar que sim, este grupo estava empenhado em levar até ao publico, momentos de bom entretenimento e pura ligação. Fica também a nota a Liliana Fonseca que se demonstrou super empenhada no projecto e revelou-nos um pormenor curioso que é o facto de um dos seus maiores desafios é controlar as vozes das duas personagens antagónicas.
A ideia é levar esta peça, que se estreia no Hotel Fonte Cruz na Avenida da Liberdade em Lisboa, até aos mais variados pontos do País, restaurando a tradição de "tour" de peças de teatro. Nota-se que será um projecto que evolui do zero e bastante determinado a ser a promessa do entretenimento para todas as idades, uma vez que no meio desta informal entrevista, Filipe Salgueiro, afirma que não se pode agradar a gregos e troianos e se por um lado o plano artístico português encontra-se estagnado, não é por isto que se vai parar de fazer coisas diferentes. Daí este projecto, "ou se gosta ou não se gosta" - palavras sábias do produtor de "Amantes de fresco".
Calma. O melhor vem agora. Se achavam que existiam papéis interessantes na peça esperem até saber o que João Frizza irá representar: Sheila Del Rey, assim como quem diz: travesti mais famoso de Lisboa, super amigo da nossa Jéssica e com um show denominado "Finalmente".
Acho que já vos demonstrei tudo o que precisam para ficarem com a pulga atrás da orelha. Já foi realizado um ensaio aberto (iniciativa que o The Redeye acha de louvar) e a opinião dos participantes foi bastante unânime quando afirmam que "se sem acessórios foi óptimo, como será a peça".
Neste ensaio ressalve-se que foram munidos com ofertas vindas de parcerias que tornaram o termo "amante de fresco" concretizado em doces, assessórios e arte. Dizem-nos durante a entrevista que se encontram extremamente agradecidos a marcas como "SAY CAKE", "FLIRT GOURMET", "MOKIS" e "TUDO FELTRO", e claro, ao próprio hotel que lhes concede o espaço.
Se achamos que já sabemos tudo sobre a peça, aqui fica mais um bocadinho: Amor vs Dinheiro. Será o dinheiro primordial nas relações de hoje? Será o dinheiro mais importante do que o amor?- Esta e outras respostas na vossa peça pronta a estrear quando mal esperarem. Como sabem, a equipa do The Redeye celebra "a arte de ser random" por isso perguntamos a todos o seguinte: "Se Amantes de Fresco fosse um animal, que animal seria?". A resposta? - "Um coelho cor de rosa com botas de cabedal". (Boa resposta).
E para terminar, esta bela tarde passada com este magnifico elenco, nada como a típica pergunta: "O que é ser amantes de fresco?". A resposta não podia ter sido melhor, cito agora o que Filipe Salgueiro me respondeu: "Isso é algo que terás de ver na peça!".
Mais informações podem seguir a página de facebook da peça e se estiverem tão curiosos quanto nós sobre as personagens podem ver aqui. Obrigado a toda esta equipa que fez um trabalho magnifico!
Amantes de fresco por uma tarde!

Bem,
meus amigos, como sabem (espero eu) esta rúbrica começou pelas mãos do Tiago,
mas tem andado um pouco desaparecida… Calma que não nos esquecemos dela!
Decidimos, então, ressuscitá-la. Como tal, hoje decidi contar-vos um pouco do
nosso (meu e do Tiago) lado pessoal, no que diz respeito à luta contra o peso.
Sim, leram bem! Eu e o Tiago também já tivemos mais 20 ou 30 quilos em cima!
Na
verdade, às vezes não é fácil admitir-se que se está gordo (sim, vamos tratar
as coisas pelos nomes), mas temos de fazer esse exercício. Parar, olhar para
nós e pensar que há algo de errado em nós… Basta de não gostarmos de nós! Foi
exactamente isso que eu e o Tiago fizemos, percebemos que estava na hora de
mudar e sermos mais felizes ainda. Sim, porque por muito que vos digam o
contrário, o excesso de peso deita-nos abaixo em muitas situações.
Assim,
falando primeiro do meu caso, sempre fui uma criança gordinha, até que quando
tinha 16 anos percebi que não dava mais e que ia começar a ter problemas de
saúde relacionados com o excesso de peso. Portanto, decidi fazer uma dieta de 8
meses, nos quais perdi praticamente 20 quilos. Posso dizer-vos que pouco me
custou, o pior foi mesmo o início. Era uma dieta fácil, em que era educada a
ter uma alimentação saudável, e para aqueles que não gostam de ginásio e
exercício físico era ideal, porque não tinha de fazer nada disso. Com esta
dieta aprendi sobretudo a comer, o que comer e quando comer. Até hoje mantenho
mais ou menos o mesmo peso, mas, na verdade, ainda quero eliminar mais uns
quilinhos e, por isso mesmo, entretanto vou dar início a uma nova dieta que
depois partilharei com vocês.
(Passemos
o teclado para o Tiago, para que fiquem também a saber a experiência dele)
Durante
anos andei acompanhado por nutricionistas de todas as formas e feitios. As
dietas que eles me faziam eram somente isso - dietas. Acabavam sempre por ser
monótonas e era uma autêntica "vida de cão". O ano passado decidi
fazer uma dieta bem conhecida, a dieta PRONOKAL (http://www.pronokal.pt/), que resultou na perda de 22 kg. Diga-se que realmente
teve resultados excelentes, mas, agora que passou um ano, já conto com uns 5 quilos
em cima do lombo. Sim, porque nem todas estas histórias têm finais felizes e
perda de peso para sempre. É com este intuito que o Guru das dietas, agora
escrito por mim e pela Bárbara, volta ao ataque: a luta contra o peso é
constante e vocês não têm de estar frustrados só porque ganharam um quilos.
Apenas têm de saber levar a motivação a bom porto e reconhecer os erros de
forma a que não aconteça o mesmo erro duas vezes (a não ser que seja bom,
dizem).
Contudo,
como aqui já foi referido, é importante sentirmo-nos bem com a nossa própria
pele, assunto que neste momento me afecta um pouco por não estar na forma que
queria. Como sei que vocês pensam muito na alimentação e afins, o guru volta para
vos dar as dicas certas e, acima de tudo, para acompanharem o plano alimentar
que eu a Bárbara seguiremos sem recorrer a médicos (acho que se recebesse um
euro por cada nutricionista que consultei estava obeso em Milão).
O que vos tenho a dizer é que tudo o que precisam é coragem, força de vontade e determinação para começar, tudo o resto vai-se fazendo. Isto sem referir que aposto que querem estar umas brasas para o Verão. O vosso momento começa agora!
Hoje, ao contrário
dos meus últimos posts, não sou portadora de boas notícias… Venho falar-vos de
um tema delicado, que não deve passar despercebido.
Este fim-de-semana e
início da semana foram marcados por três grandes perdas. Partiram três grandes
nomes, que se destacavam em três grandes áreas. Falo-vos de José Wilker, de
Manuel Forjaz e de Peaches Geldof.
José Wilker – Roque Santeiro
Era um dos mais
conhecidos actores brasileiros, que, além de interpretar as mais diversas
personagens, também trabalhou como director, escritor, apresentador e crítico
de cinema brasileiro, mas estreou-se como locutor de rádio. Conhecido por um
dos seus mais emblemáticos papéis, o Roque Santeiro, na telenovela brasileira
com o mesmo nome, morreu a 5 de abril, com 69 anos, vítima de um enfarte
| Foto: CinePop |
Manuel Forjaz - “Posso morrer de cancro, mas o cancro nunca me matará”
Professor e
empresário, Manuel Forjaz morreu a 6 de Abril em sua casa devido à doença
contra a qual lutava há 5 anos: cancro no pulmão. Ficou conhecido, não só pelo
excelente profissional que era, mas também, nos últimos tempos, pelos seus
exemplos e incentivos a todos aqueles que, tal como ele, lutavam contra esta
terrível doença. Além disso, a sua força de viver, a sua força de vontade e de
luta eram as suas grandes marcas. Para ajudar ainda mais todos os que precisam
de apoio em lutas tão grandes como a dele, criou uma página no Facebook (https://www.facebook.com/manuel.forjaz?fref=ts ), escreveu um livro (“Nunca te distraias da vida”), deu
inúmeras palestras e entrevistas e, ultimamente, tinha um programa na TVI 24,
conduzido por José Alberto Carvalho, intitulado “28 minutos e 7 segundos de
vida”, em que analisava o país, os portugueses e a sua própria vida. Esta
quarta-feira, dia 9 de Abril, passa a última edição do seu programa, que será
especial pois os filhos de Manuel irão substitui-lo, sendo então este dedicado
à memória de tão grande homem.
![]() |
| Foto: Orgulhosamente enfermeiro |
Peaches Geldof
Filha do músico irlandês
Bob Geldof, Peaches Geldof faleceu esta segunda-feira, dia 7 de Abril, aos 25
anos, numa casa em Kent (sudoeste inglês), de causas ainda desconhecidas.
Peaches, apesar de muito nova, já possuía uma vasta carreira, que teve início
aos 15 anos, quando começou a escrever uma coluna na tão conhecida revista
Elle. Além disso, colaborou com jornais e apresentou programas de televisão,
chegando a ter o seu próprio programa. Paralelamente, trabalhou sempre na área
da moda como modelo.
A sua morte foi algo
inesperada, visto que neste momento tinha uma vida estável, dedicada, em parte,
aos seus dois filhos.
| Foto: NOWdaily. |
Assim foram estes
últimos dias, em que nos despedimos de grandes pessoas… Dias
tristes, situações complicadas, mas que fazem parte da vida.
Bárbara Reis
Sim, Sim,Sim! Finalmente o videoclip de Superfresh da Blaya está lançado.
O potencial risco de se comparar certas cenas a um "Pour It Up" de Rihanna seria iminente e acho que foi um próprio risco de que a artista correu, mas claro está, Blaya apostou no elemento certo: O Superfresh.
Existe classe, existe sensualidade, existe a Blaya. Em toda a sua integridade.
A vocalista dos Buraka Som Sistema provou mais uma vez do que é feita. É a isto o que chamo de FACTOR B. De uma subtil sobreposição de cenas a um guarda-roupa não muito abastado mas certeiro, cria-se assim mais um marco na música portuguesa - ou não tão portuguesa.
Julgo haver uma propensão enorme para a internacionalização da musica e do próprio EP uma vez que temos claras influências de funk, hip-hop, trap, R&B - os estilos mais desenvolvidos e procurados do momento.
Uma coisa é certa: Blaya tem tudo para não só conquistar Portugal como se desenvolver lá fora. Serei o primeiro a estar sentado (ou não tão sentado...) na plateia a aplaudir.
Uma coisa é certa: Blaya tem tudo para não só conquistar Portugal como se desenvolver lá fora. Serei o primeiro a estar sentado (ou não tão sentado...) na plateia a aplaudir.
YOU GO GIRL!
Vocês sabem .. o tempo vai passando e a vontade de me querer envolver mais e mais nesta indústria que todos chamam "Moda" é maior.
Neste sentido, entre outros trabalhos que tenho desenvolvido no âmbito no blog e como formação pessoal, encontro-me neste momento a desenvolver um projecto que se denomina "PURE".
Os conceitos não estão trabalhados assim como nem o próprio cerne do que realmente será o projecto mas acho que a imagem que vos deixo aqui já deixa algumas pistas do que o projecto irá "roçar". Senti necessidade de o publicar aqui a ideia desde raiz porque pretende manter-vos a par de tudo e como todos os leitores têm sido excepcionais, conto com o vosso apoio nesta nova aventura.
2014 será um bom ano.
Na verdade já venho um pouco atrasado ao publicar este editorial, mas só agora é que reuni todas as condições necessárias para o publicar aqui na vossa plataforma preferida.
Assim, venho vos dar a conhecer (ou talvez não) um editorial protagonizado por Candice Swanepoel, pela lente de David Mushegain com o styling a cargo de Gillian Wilkins.
Assim, venho vos dar a conhecer (ou talvez não) um editorial protagonizado por Candice Swanepoel, pela lente de David Mushegain com o styling a cargo de Gillian Wilkins.
Não o publico por ser um editorial bem conseguido porque quase todos os trabalhos publicados na Vogue Russa o são, apenas denotei uma forte influência étnica tanto na escolha do pano de fundo como das próprias roupas. Essa foi a primeira razão que me levou a querer dar enfoque a uma masterpiece deste tamanho.
A segunda razão - muito mais evidente - passa pelo facto de a Candice ser aquela girl next door que todos queremos ter para nos aquecer os pés nas noites de inverno. I mean... the girl is perfect.
Stay tuned
(News coming soon)













